Eu sou a Piccolina e tenho quase dois anos. Adotei a minha família no dia 18 de Dezembro de 2009, quando apanhei a minha humana distraída... fiz um míííuu, e ela caíu que nem uma patinha... desde aí tenho todos os miminhos que imaginam.

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Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2011

Ontem diverti-me a serio.

A minha avozinha pirou-se para o quarto, cheia de caixinhas, sacos, e sacolas, e eu fiquei naquela: per'aí que vai haver festa. Mas estava tão quentinho ao pé do aquecedor que deixei-a brincar sózinha um bocado.

Depois e porque, pelo menos por estas bandas, a curiosidade não mata o gato, fui espreitar. De cada vez que eu saltava para cima da cama a avozinha gritava. Jogo giro.

Eu saltava, fazia olhar de quem 'eu sopro, eu sopro' (como o lobo mau dos três porquinhos tão a ver?) e ela ficava verde, azul, amarela. Eu continuei, durante um bom bocado, para ver de quantas cores a conseguia pôr, mas às tantas cansei-me e fui-m'aquecer mais um 'cadinho' - antes que desse a 'louca das poupanças' no avôzinho e ele desligasse o 'quentinho' (é que não tão bem a ver, ainda a avozinha não saíu da sala e ele de dedo esticado direito ao botão...)

Bom, a avozinha lá continuou a brincar, e como ela nunca mais saía do quarto, fui lá espreitar - entrei de-va-ga-ri-nho e VUUUPPPTTT saltei para cima da cama. Aaaaaahhhhhhh, fez a avozinha e eu juro que me arrependi de a ter assustado. Anda cá Piccolina, olha um binquedo tão giro, dizia a palerma a olhar em volta à procura de qualquer coisa para me afastar das construções que ela estava a fazer. Bom, fiz-lhe a vontade: bazei. Mas levei na boca o novelo de lã que ela estava a usar. Derrotada, talvez, mas tenho de fazer prisioneiros!

E não é preciso dizer que voltei mais uma vez, pois não? E que voltei a usar o anterior truque rambónico do ataque silencioso, pois não? E que o Aaaahhhhhhh da avózinha foi maior, teve direito a mãos na cabeça e a uma frase que meteu as palavras 'caiu' e 'castelo de cartas' que eu juro que não percebi, que eu só vi chocolates e umas coisas que não sei o que eram, mas não vi cartas nenhumas, muito menos castelos...

Mas confesso que me fiquei a sentir um bocadinho culpada. Por isso, resolvi descobrir um lugar onde não incomdasse ninguém, e, já agora, que fosse quentinho...

 

E fica aqui o recadinho: avozinha, quando quiseres brincar outra vez, avisa. Mas hás-de explicar a estória das cartas e do castelo, que quanto mais penso nisso menos percebo...

publicado por Fátima Bento às 21:04