Eu sou a Piccolina e tenho quase dois anos. Adotei a minha família no dia 18 de Dezembro de 2009, quando apanhei a minha humana distraída... fiz um míííuu, e ela caíu que nem uma patinha... desde aí tenho todos os miminhos que imaginam.

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Quarta-feira, 09 de Novembro de 2011

Para além da avozinha, e da minha ausente mãe que andou a dar uma de zombie nas ruas de Londres, porque ganhou um concurso e foi caracterizada pelo senhor que pintou o Freddy Krueger (foi o que ouvi, não faço ideia do que queira dizer, mas fica aí uma foto para verem o trabalho...),

esta casa é habitada também pelo avozinho e pelo Tomás. O Tomás é o menino dos meus olhos, quando ele aparece o meu coraçãozinho, ai, salta. Até pio (ainda não vos tinha dito que não consigo miar como os outros felinos, pois não?) de maneira diferente quando o vejo... aiai...
E depois, há a minha tia.
(não, a gaja não é cega: tá só a gozar comigo...)
A minha tia tem quase 6 anos (faz em fevereiro, a 18), e foi adotada com dois meses, como eu. Só que eu vim de uma colónia de gatos de rua, descendendo de uma longa linhagem de gatus vadius,e a minha tia parece que tem sangue verde, ou azul, ou lá o que é, descende de siameses, acho eu - tem um nózorro na ponta da cauda que a faz ridiculamente curta. Aliás, ridícula é o adjetivo que melhor lhe assenta: decidiu que é um apêndice da MINHA avózinha, e se não fosse gata, era autocolante, irra! Fico furibunda, porque cada bocadinho que ela está ao colo da nôna, como lhe chama, é um bocadinho que esta não me está a fazer festinhas, a brincar comigo, ou a dizer-me coisas doces. E a parva (aqui a parva é a avozinha), não vê que eu existo! Tenho-lhe uma raiva (à minha tia) que volta e meia voam tufos de pêlo por tudo quanto é lado! Ai que ódio!!!
E a dama é uma ruiva desenchabida que dorme dentro da cama! Eu já fiz uma incursão por baixo dos lençóis duas vezes, e juro que não percebo - mas o que eu não dava para passar uma noite no quentinho, enrolada no 'colinho de miminho' (é o que as ranhosas lhe chamam!) da minha avozinha para descobrir como é!
Hoje a ruiva delambida não largava a minha avozinha, que já não sabia o que fazer para a mandar para a terra do Shreck - Bué Bué longe! - e fez-lhe-uma-caminha-com-uma-mantinha-nova-e-o-aquecedor-a-oleo-ligado (qu'agaja até quando é chata tem sorte!), e a sonsa ficou a dormir na poltrona a tarde todiiiiinha!
Eu ainda sondei a coisa, para ver se podia ocupar o espaço, sei lá, que ela tivesse ido à casa de banho, ou isso, mas a gaja não se mexeu nem quando a avozinha pôs ração nas malgas! Ai que possessa que eu estava!
Valeu-me o meu Tomás-mais-que-tudo, e um 'ninho' que ele improvisou, onde me enrolei e dormi umas horitas (coisa pouca...)

Agora ela está a dormir ao colo do meu avozinho, e eu estou deitada em cima da cama, no lugar da minha avozinha. É daqui a pouco ela deita-se e a praga vai atrás, toda ranhosa, enrolar-se no colo dela, debaixo do edredão. E vou dormir por cima, em cima dos pés dela. Se podia ficar contente? podia.

Mas é que não é mesmo a mesma coisa...

publicado por Fátima Bento às 21:08